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Brasil ou Argentina: qual vai mais longe na Copa 2026? Veja as probabilidades

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Escrito por Felipe Pereira Especialista em Apostas
Atualizado: 8 jun. 2026

Essa é a maior rivalidade do futebol sul-americano e uma das maiores do planeta. Brasil e Argentina chegam à Copa do Mundo de 2026 como favoritas ao título, mas realidades bem diferentes.

A Argentina é a atual campeã, líder do ranking da FIFA, e caiu num grupo acessível que permite gerir o físico de um elenco veterano. O Brasil, sob o comando de Carlo Ancelotti, aposta na verticalidade e na juventude, mas terá de suar desde o primeiro jogo para não complicar o caminho no mata-mata.

As casas de apostas já cravaram as probabilidades de quem irá mais longe entre os dois gigantes. E o resultado, embora apertado, vai deixar os brasileiros satisfeitos.

Brasil vs Argentina: qual vai mais longe da Copa 2026:

Brasil chega mais longe47% (2.15)
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Argentina chega mais longe43% (2.35)
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Ambas chegam à mesma fase22% (4.50)
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A diferença nas probabilidades é pouca, mas suficiente para dar ao Brasil o estatuto de ligeiro favorito neste duelo particular.

Por que o Brasil leva vantagem?

A maior probabilidade de o Brasil ir mais longe do que a Argentina pode parecer contraintuitiva. Afinal, a análise tática favorece amplamente a Albiceleste: um grupo mais fraco (Argélia, Áustria e Jordânia), um modelo de jogo consolidado há quatro anos e a experiência de Lionel Messi em sua sexta Copa. A Argentina tem 97,1% de chances de avançar aos mata-matas e 74,6% de terminar na liderança do Grupo J, segundo projeções de analistas. Então por que o mercado pende ligeiramente para o Brasil?

A resposta está no chaveamento. Se a Argentina vencer o Grupo J, como esperado, seu adversário nos dezesseis-avos de final será o segundo colocado do Grupo H, composto por Espanha, Uruguai, Arábia Saudita e Cabo Verde. Um clássico sul-americano contra o Uruguai ou, numa hipótese ainda mais dura, um duelo contra a Espanha de Lamine Yamal e Rodri, a grande favorita ao título. A partir daí, o caminho passa por potências como Portugal ou Colômbia nas quartas. O preço do primeiro lugar no grupo acessível pode ser um mata-mata muito mais ingrato.

O Brasil, por sua vez, terá de lutar para vencer um Grupo C que inclui Marrocos (semifinalista em 2022), Escócia e Haiti. Se conseguir o primeiro lugar, o cenário é bem mais ameno: nos dezesseis-avos enfrenta um terceiro colocado de outro grupo, e nas oitavas cruza com o vencedor do Grupo F (Países Baixos, Japão, Suécia ou Tunísia). Um caminho que, no papel, evita os grandes carrascos europeus até as quartas de final. Se o Brasil vencer o grupo, a probabilidade de ir longe sobe; se ficar em segundo, cai num provável duelo dificílimo contra os Países Baixos e pode dar adeus precocemente. O mercado parece acreditar que a Seleção cumprirá a missão de liderar a chave.