O Brasil entra em campo frente ao Haiti nesta sexta-feira (19 de junho) às 21h30. O jogo mais decisivo da sua fase de grupos na Copa do Mundo de 2026 será jogado no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. O empate em 1 a 1 contra Marrocos na estreia deixou a Seleção em uma situação em que a vitória é quase obrigatória para garantir o 1º lugar do grupo.
Diante do Haiti, a equipe teoricamente mais frágil do Grupo C, o mercado de apostas não deixa margem para dúvidas sobre o favoritismo brasileiro. Mas as probabilidades vão muito além da simples vitória e desenham um cenário de domínio ofensivo, com alta probabilidade de goleada, defesa intacta e uma disputa particular entre os atacantes pelos gols.
Endrick, que não jogou na estreia, aparece com chances de marcar idênticas às de Raphinha, o que coloca uma interrogação sobre a escalação.
Probabilidade Brasil vs Haiti
Vitória do Brasil com vários gols é quase uma certeza
A odd de 1.15 é certamente a mais baixa que a Seleção irá receber nesta Copa do Mundo. A probabilidade implícita de 87% para a vitória do Brasil é um atestado da diferença de forças entre as duas equipes. O Haiti fez a sua segunda participação em Copas, perdeu na estreia para a Escócia por 1 a 0, e nunca passou da fase de grupos. O Brasil, apesar de todas as críticas, é o pentacampeão mundial e tem um elenco muito superior.
Mas o número também carrega um alerta: os 13% restantes incluem a chance de um empate ou de uma zebra histórica. Foi exatamente esse o roteiro da estreia, quando o Brasil tinha mais de 70% de chances implícitas de vencer Marrocos e terminou no 1 a 1. Ancelotti sabe que não há margem para complacência.
A probabilidade de mais de 2.5 gols é de 73% (odd 1.37), o que indica que o cenário mais provável é de ao menos três gols na partida.
O resultado correto mais provável, segundo as odds, é o 3-0 para o Brasil, com odd de 6.60 e probabilidade implícita de 15%. É a odd mais baixa entre todos os placares possíveis, o que o torna o desfecho individual mais cotado. Juntando essa informação com a probabilidade de 64% de "Ambas marcam: Não" (odd 1.57), o retrato do jogo fica nítido: o Brasil deve vencer com tranquilidade, sem sofrer gols, e com um volume ofensivo que tende a oscilar entre três e quatro gols.
Quem joga... e quem marca?
Probabilidade para marcar em qualquer momento
A disputa pela artilharia brasileira neste jogo está em aberto. Vini Jr., que foi o melhor em campo contra Marrocos e marcou um golaço, lidera as probabilidades com 57% de marcar a qualquer momento.
Igor Thiago, que foi titular na estreia e perdeu uma chance clara aos 13 minutos, aparece com 56%. A confiança do mercado no centroavante do Brentford pode surpreender depois da atuação discreta, mas reflete a expectativa de que o Brasil terá muito volume ofensivo e de que a presença de área de Igor Thiago será acionada com frequência.
Raphinha e Endrick vêm logo atrás, ambos com 52% de chances de marcar. No caso de Raphinha, o número reflete a sua capacidade de atacar a profundidade e a confiança de Ancelotti no seu futebol.
Mas o dado mais curioso é o de Endrick. O jovem atacante do Lyon não jogou contra Marrocos, mas ainda assim o mercado lhe atribui a mesma probabilidade de gol que Raphinha, um titular absoluto. Ou as casas de apostas acreditam que Endrick começará jogando, ou acreditam que, mesmo saindo do banco, ele terá tempo e oportunidades suficientes para deixar sua marca. A odd de 1.91 para ele marcar a qualquer momento é um sinal de que o mercado espera uma participação mais relevante do camisa 21.
Probabilidade 3 ou mais chutes
O mercado de chutes no gol oferece uma camada adicional de análise. Matheus Cunha lidera com 77% de probabilidade implícita de fazer três ou mais chutes. Para o mesmo mercado, Endrick e Raphinha vêm com 76% e Igor Thiago com 75%. Esses números indicam que o mercado espera um bombardeio ofensivo brasileiro, com vários jogadores tentando finalizar.
O fato de Endrick aparecer com uma probabilidade quase idêntica à de Raphinha e à de Matheus Cunha reforça a tese de que ele deve ter muitos minutos em campo, seja como titular ou substituto. Se Ancelotti realmente pretende dar ritmo ao jovem atacante, este é o jogo ideal.


