O Brasil estreia no mata-mata da Copa do Mundo de 2026 nesta segunda-feira, 29 de junho, às 14h (horário de Brasília), no Houston Stadium. O adversário é o Japão, uma equipa que sobreviveu a um grupo duríssimo e chega como uma incógnita perigosa.
Depois de uma fase de grupos de recuperação (empate tenso com Marrocos, vitórias convincentes sobre Haiti e Escócia), a Seleção de Carlo Ancelotti é grande favorita para se classificar, mas o mercado de apostas prevê poucos gols.
Probabilidades Brasil x Japão
O Brasil é favorito, mas o jogo deve ser amarrado, com menos de 2.5 gols e uma chance ligeiramente maior de que pelo menos uma das equipas não marque.
Brasil é superior e deve avançar na Copa
Os 57% de chances de vitória no tempo regulamentar refletem a superioridade técnica do Brasil, mas também o respeito por um Japão que não perdeu na fase de grupos e já mostrou ser capaz de enfrentar gigantes. Os nipônicos empataram com os Países Baixos (2-2), golearam a Tunísia (4-0) e seguraram um 1-1 com a Suécia. A equipa de Hajime Moriyasu é organizada, rápida nas transições e tem em Daizen Maeda e Ayase Ueda armas perigosas no ataque.
O Brasil, porém, chega em crescimento. Depois da estreia instável contra Marrocos, a defesa ajustou-se e não sofreu gols contra Haiti e Escócia. A volta do zagueiro Gabriel Magalhães ao lado de Marquinhos trouxe mais segurança do que a linha experimental que esteve em campo no amistoso de outubro de 2025, quando o Japão venceu o Brasil por 3-2. Naquela ocasião, Ancelotti poupou a dupla de zaga titular e escalou laterais improvisados. No Houston Stadium, com a defesa titular e um meio-campo mais entrosado, o cenário é outro.
Além disso, o Japão sofre com uma crise de lesões. Além de Kubo, estão fora Kaoru Mitoma (Brighton), Takumi Minamino (Monaco) e Wataru Endo (Liverpool), todos por lesões graves. O defensor Ko Itakura é dúvida, e o goleiro Zion Suzuki terá de se multiplicar. Ainda assim, a equipa de Moriyasu mostrou resiliência e capacidade de adaptação tática, e vai apostar na velocidade de Maeda e na qualidade técnica de Daichi Kamada e Ritsu Doan para tentar surpreender a defesa brasileira.
Quem serão as escolhas de Ancelotti?
Para este jogo, Ancelotti deve manter a base que venceu a Escócia por 3-0. A defesa terá Danilo na lateral direita, Marquinhos e Gabriel Magalhães no miolo, e Douglas Santos na esquerda. O meio-campo conta com a experiência de Casemiro, a mobilidade de Bruno Guimarães e a criatividade de Lucas Paquetá.
No ataque, a principal novidade é a consolidação de Rayan, o jovem do Bournemouth, como substituto de Raphinha, lesionado. Rayan foi titular contra a Escócia e correspondeu com movimentação intensa. Matheus Cunha, autor de três gols na fase de grupos, segue como centroavante. Vinícius Jr., o melhor jogador da Seleção no torneio, será a principal arma pelo lado esquerdo.
A grande interrogação é Neymar. Recuperado de uma lesão na panturrilha, o camisa 10 entrou nos minutos finais contra a Escócia e igualou o feito de Pelé ao disputar quatro Copas do Mundo com a camisa da Seleção. Ele estará no banco e pode ser utilizado por 15 a 20 minutos, caso o jogo esteja equilibrado. Endrick, que pede passagem, também é opção para o segundo tempo.



