O empate em 1 a 1 contra Marrocos na estreia da Copa do Mundo de 2026 acendeu um debate que domina o noticiário da Seleção Brasileira: quem joga contra o Haiti? Carlo Ancelotti, fiel ao seu estilo, mantém o mistério e desconversa sobre a escalação. Mas as casas de apostas podem dar uma pista valiosa.
Como não existe um mercado direto para "Endrick será titular", fomos buscar nas entrelinhas das odds um indicador de que o jovem atacante do Lyon começará jogando. A pista está no mercado de chutes no gol na primeira parte. E o que ela revela é que o mercado está convencido de que Endrick estará em campo desde o apito inicial.
A pergunta que este número levanta é: por que as casas de apostas tratam como provável que um jogador que não foi titular na estreia tenha um chute no gol já na primeira etapa, a menos que acreditem que ele começará jogando?
Se Endrick fosse entrar apenas no segundo tempo, a probabilidade de chutar ao gol nos primeiros 45 minutos seria drasticamente menor, e a odd seria muito mais alta. Uma odd de 1.50 para esse mercado é um sinal forte de que o mercado espera que ele esteja em campo desde o início.
Por que Endrick deve ser titular?
A pressão por mudanças no ataque brasileiro é enorme. Contra Marrocos, Ancelotti escalou Igor Thiago como centroavante, mas o jogador do Brentford teve atuação discreta e perdeu uma chance clara aos 13 minutos, quando recebeu cruzamento de Vini Jr. e furou o cabeceio. Endrick não chegou sequer a entrar no jogo.
Agora, contra o Haiti (a seleção teoricamente mais frágil do Grupo C e que perdeu na estreia para a Escócia por 1 a 0), o cenário é completamente diferente. A expectativa é de um Brasil dominante, com muita posse de bola e necessidade de furar um bloqueio defensivo. Endrick, com sua movimentação, drible curto e faro de gol, é visto como a arma ideal para esse tipo de jogo.
A imprensa brasileira reflete esse consenso. Vários comentaristas e narradores da Globo e Sportv escalaram Endrick como titular. Carlo Ancelotti, no entanto, faz questão de manter o suspense. "Não estou aqui para falar individualmente de um jogador, falo da equipe", disse quando questionado sobre Endrick. O treinador italiano admitiu a insatisfação com a estreia, mas não deu pistas sobre os escolhidos.
O histórico recente também justifica a cautela. Ancelotti nunca repetiu uma escalação em 14 jogos no comando da Seleção. Tudo indica que o jogo contra o Haiti será a 15ª escalação diferente em 15 partidas. A lateral direita deve ter Danilo no lugar de Roger Ibañez. O meio-campo pode perder Casemiro, muito criticado pela atuação contra Marrocos, para a entrada de Danilo Santos ou Fabinho. E o ataque, além da provável titularidade de Endrick, pode ter Luiz Henrique na vaga de Raphinha.


