Pela primeira vez desde o início da corrida eleitoral, Flávio Bolsonaro (PL) não só alcançou o presidente Lula (PT) nas principais pesquisas de intenção de voto, como também ultrapassou o petista e assumiu a ponta nos mercados de previsão. Os dados mais recentes mostram um cenário completamente diferente de meses atrás e a eleição presidencial de 2026 está oficialmente indefinida.
Mercados de previsão não são regulamentados no Brasil. Os números citados aqui servem apenas para fins informativos e não representam um incentivo a qualquer tipo de aposta. As casas de apostas legais também não podem oferecer apostas em eventos não esportivos.
Bolsonaro ultrapassa Lula no Polymarket

Gráfico do mercado "Eleições Presidenciais do Brasil" no Polymarket (29 abril 2026)
- Flávio Bolsonaro: 40%
- Lula da Silva: 38%
- Romeu Zema: 8%
- Renan Santos: 6%
- Outros candidatos: 8%
O gráfico do Polymarket, uma das plataformas de previsão mais conhecidas do mundo, não deixa dúvidas: depois de semanas rondando os mesmos patamares do petista, Flávio Bolsonaro finalmente se descolou e abriu uma vantagem visível.
Leia o nosso artigo "O que são mercados de previsões e como funcionam" para entender como essas plataformas transformam a opinião coletiva em probabilidades, funcionando como um termômetro para o que pode acontecer no mundo real.
Na imagem que circula entre analistas e comentaristas políticos, Bolsonaro aparece com cerca de 40% de chances de vitória, contra 38% de Lula. Embora a ultrapassagem já tivesse acontecido de forma momentânea em outros momentos da disputa, esta é a primeira vez que o nome do senador se mantém acima do atual presidente com alguma folga, indicando uma mudança de tendência mais consistente.

Depois de semanas caindo em abril, a liderança de Lula desapareceu e Flávio Bolsonaro virou favorito
O movimento é reforçado pela entrada de um novo competidor no tabuleiro. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), já ocupa a terceira posição com quase 8% de chances de vitória. É um salto expressivo para um nome que até pouco tempo atrás mal aparecia nas projeções. Renan Santos (Missão) completa o cenário com 6%, e uma pulverização de votos entre outros candidatos.
A presença de Zema com quase 8% divide o campo da direita, mas também sinaliza que há uma fatia relevante do mercado apostando em uma candidatura competitiva fora da polarização Bolsonaro-Lula.
Pesquisas apontam eleição indefinida e explicam virada no Polymarket
O levantamento mais recente da AtlasIntel, divulgado em abril, revela um empate técnico perfeito no segundo turno: Flávio Bolsonaro tem 47,8%, contra 47,5% de Lula. A margem de erro é de 1 ponto percentual, o que significa que, na prática, os dois estão absolutamente iguais na preferência do eleitorado brasileiro.
A pesquisa Quaest, também de abril, já havia antecipado essa tendência. No segundo turno, o senador apareceu com 42%, contra 40% do atual presidente, a primeira vez na história do instituto que Flávio numericamente ultrapassou Lula nesse cenário. Embora o empate técnico permanecesse (a margem é de 2 pontos), o dado acendeu um alerta nos mercados.
No primeiro turno, Lula ainda lidera, mas com uma vantagem que vem encolhendo mês a mês. A Nexus/BTG mostra o petista com 41%, contra 36% de Flávio, uma diferença de 5 pontos que já foi de 3 em março, oscilando dentro da margem de erro. Já a AtlasIntel aponta Lula com 46,6% e Flávio com 39,7%, uma distância que também já foi bem maior em levantamentos anteriores.
Além dos dois líderes, a pesquisa Quaest mostra Romeu Zema pontuando com até 5% em alguns cenários de primeiro turno, o que ajuda a explicar seus 7,8% no Polymarket. Outros nomes como Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos também aparecem.
A combinação desses números foi o combustível que faltava para a ultrapassagem no Polymarket. Com as pesquisas mostrando Lula perdendo fôlego e Flávio consolidando o espólio do bolsonarismo, os apostadores recalcularam a rota. E, pela primeira vez, o filho aparece à frente do presidente também nas projeções de mercado. E esse é um termômetro que, historicamente, costuma capturar mudanças de humor antes mesmo que elas apareçam nas pesquisas tradicionais.


